Vereadora Júlia Arruda

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Audiência constata falta de gestão na Educação de Natal

A vereadora Júlia Arruda (PSB) apontou, os militantes da educação atestaram e o poder público até concordou, em parte: o maior problema da educação em Natal não é a falta de recursos, mas de gestão. Esse foi o entendimento quase unânime da Audiência Pública para discutir a execução orçamentária da Secretaria Municipal de Educação, relativa ao primeiro trimestre, que aconteceu na manhã desta terça-feira (26), no Plenário da Câmara Municipal de Natal.

“Temos vários indícios que apontam para a má utilização dos recursos em nossa cidade. Ou seja, não falta dinheiro para a Educação. O que está faltando é gestão. Por isso, entendemos que essa audiência é um excelente momento para que os gestores públicos possam prestar esses esclarecimentos e para que os militantes da área possam expor suas reivindicações”, destacou Júlia Arruda.

Como integrante da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Natal, a parlamentar provocou o debate com o objetivo de questionar os gestores públicos sobre a destinação dos recursos que deveriam ser aplicados na Educação municipal. Afinal, na imprensa o que se vê é a recorrente denúncia de salas de aula deterioradas, merenda escolar insuficiente, crianças fora da escola.

Apesar de algumas ressalvas, o secretário municipal de Educação, Walter Fonseca, concordou com a parlamentar e militantes da educação que a prefeitura precisa executar melhor as ações desta área essencial. Ele relatou as dificuldades nos 40 dias em que está à frente da pasta (é o quarto gestor nomeado por Micarla de Sousa), como dificuldade para recuperar escolas, regularizar abastecimento da merenda e pagamentos de atrasados de fornecedores e escolas conveniadas.

“Sei que tenho enfrentado dificuldades neste momento, mas costumo trabalhar olhando para frente. Muitas vezes o problema não é por falta de planejamento, mas entraves do processo de licitação, por exemplo. Também estamos assumindo as creches que eram do Meios, sem agregação financeira nenhuma. E neste governo já fizemos reajustes para professores que superam 35%. Não digo que eles recebem bem, mas isso é dado concreto”, justificou.

Foram convidados para a audiência representantes das secretarias do Município, dos órgãos de controle social, como conselhos e sindicatos, e das unidades de ensino.
 

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