Vereadora Júlia Arruda

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Júlia discute assistência a crianças com câncer

Desdobramento de um debate que começou em setembro, em audiência da Frente Parlamentar Municipal em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, uma comissão formada por representantes da Câmara Municipal de Natal, Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC) e Casa Durval Paiva se reuniu, hoje (22), para debater as deficiências da regulação e os entraves no atendimento de crianças e adolescentes com câncer que vêm do interior do RN para a capital em busca de tratamento.

“O câncer infantojuvenil é considerado raro, mas ainda é a doença que mais mata crianças e adolescentes de um a 18 anos no Brasil, e é responsabilidade do Poder Público promover ações que enfrentem esse problema. A campanha do Setembro Dourado, por exemplo, é uma forma de alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, mas não é suficiente. Precisamos garantir que, quando diagnosticados, as crianças e os adolescentes possam ser plenamente assistidos”, destacou a vereadora Júlia Arruda, que coordena a Frente da Criança na Câmara Municipal. 

Segundo dados da SMS, atualmente Natal recebe 84% dos casos de câncer do RN, mas não consegue absorver toda a demanda, seja pela falta de recursos financeiros e humanos ou pela ausência de informações necessárias à regulação e ao encaminhamento correto de cada caso. E nesse sentido, entra o trabalho de instituições como a Casa Durval Paiva, que acaba suprindo a deficiência do Estado no acolhimento, promoção de bem-estar e inclusão social por meio de projetos com os pacientes, seus acompanhantes e familiares. 

“Hoje, a Casa Durval Paiva possui 1.099 pacientes cadastrados e, desses, 539 estão em tratamento e arcamos com alguns custos que deveriam ser do Estado. É necessário, então, que sejam discutidas e promovidas soluções para isso, para podermos atender melhor ainda essas pessoas”, explica Neide Borba, representante da Casa.

O próximo passo será reunir a comissão novamente para conhecer melhor cada caso e promover um fórum de debates, com a presença também de membros do governo estadual, além das prefeituras envolvidas e do Ministério Público, com o propósito de levantar e propor possíveis soluções que envolvam a participação de todos no custeio e logística desses tratamentos.


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