Vereadora Júlia Arruda

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Frente da Criança e Adolescente debate assistência aos dependentes de drogas


Diante da epidemia do consumo de drogas em todo o país, a Frente Parlamentar da Criança e do Adolescente promoveu, na manhã desta quinta-feira (27), uma audiência pública para discutir os serviços prestados pelo Executivo aos dependentes químicos e observar impedimentos para uma efetiva política de prevenção e enfrentamento. Proposto pela vereadora Júlia Arruda, o debate contou com a presença de representantes do poder público, de entidades não governamentais e de jovens voluntários de programas voltados para o tema. Na urgência dos protestos realizados nas principais cidades brasileiras, a segurança pública, sob influência dos efeitos, sobretudo, do crack e a falta de estrutura educacional e de lazer para a juventude forçou a integração de setores governamentais.


Sem integrantes das áreas esportivas e culturais, a mesa principal contou com a presença de Edison Nonato Faria, secretário da Frente Parlamentar Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente; Sonali Rosado, coordenadora do programa RN Vida, do Governo do Estado; Maria José de Medeiros, secretária adjunta municipal do Trabalho e da Assistência Social (Semtas); Jon Andrade, secretário adjunto municipal de Saúde (SMS); Ana Maria de Vasconcelos, representante da Secretaria Municipal de Educação (SME); e Fábio dos Santos, coordenador do Comitê Municipal do programa federal Crack, É Possível Vencer.


“Não estamos aqui para rever os problemas que envolvem o uso de drogas, pois isso já sabemos. O que queremos é unir forças para agendar encaminhamentos para ações práticas, mesmo com a ausência de dados concretos sobre o que acontece na cidade”, diz a vereadora Júlia Arruda. Ela afirma que as opções de enfrentamento de uma chaga social são diminuídas sem explicações ou o pleno funcionamento. “A extinção do Depad [Departamento de Prevenção e Acompanhamento ao Usuário de Drogas, ligado à Semtas], se é que ele um dia funcionou, precisa ser explicada. Outra atenção que devemos dar é quanto às unidades terapêuticas, que não são ligadas ao poder público, mas presta um serviço fundamental no combate a esse problema social”.


Há quase um ano à frente do programa RN Vida, Sonali Rosado destaca a parceria com instituições, como o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte, a Guarda Municipal e a Polícia Militar, através do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). “É hora de mudança de comportamento da classe política. O combate às drogas precisa ser tratado como política de estado, com boas escolas, postos de saúde e lazer para os jovens. Um trabalho voltado para a família também deve ser feito, pois é nela que tudo começa. Por isso, vejo o RN Vida como essencial, por trabalhar nas quatro esferas de combate às drogas, que é previsão, o tratamento, a reinserção e a repressão”.


A mesma importância ao trabalho articulado entre setores do poder público é ressaltada por Fábio Santos, coordenador do programa Crack, É Possível Vencer. Ele cita uma série de equipamentos, que vão de bases móveis e câmeras de monitoramento, para uma reestruturação dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSAD) e o Centro de Referência de Assistência Social (Cras). “Não chegamos nem ao Estado Mínino que tanto falam os neoliberais. Por isso, toda ação pública, no que se refere à assistência ao


jovem e aos usuários de drogas, parte do nada. Esse material que vamos receber não resolve, mas é um começo. Assim como essa audiência, em que cada gestor ou representante poderá trocar informações sobre o que podemos fazer a partir de agora”.


Matéria publicada originalmente no Jornal de Hoje em 27/06/13

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