Vereadora Júlia Arruda

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Hospitais devem oferecer teste do cariótipo

A Câmara Municipal de Natal (CMN) promulgou e publicou, no Diário Oficial dessa quinta-feira (4), a lei que assegura, a realização do exame do estudo cromossômico em recém-nascidos que apresentarem sinais indicativos de síndrome de Down, nos hospitais e maternidades de Natal. A Lei Promulgada nº 582/19 é de autoria da vereadora Júlia Arruda, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

O chamado Teste do Cariótipo é realizado a partir de uma coleta simples de sangue, no qual se analisa a quantidade e formação estrutural dos cromossomos.  É considerado o principal exame de triagem genética e ponto de partida no diagnóstico de malformações congênitas ou suspeita de síndromes. No caso da síndrome de Down, o diagnóstico é definido pela trissomia no cromossomo 21 - em vez de dois, o indivíduo apresenta três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células do seu corpo.

"Esse é um exame relativamente simples e que é fundamental para o diagnóstico conclusivo. Porque existem outras condições genéticas que fenotipicamente parecem com a síndrome de Down, mas na verdade não são. E, como bem sabemos, quanto mais cedo se der esse diagnóstico, mais rapidamente as crianças poderão ser encaminhadas para um serviço de estimulação precoce e acompanhadas de forma adequada", explicou a autora da lei, vereadora Júlia Arruda.

No Brasil, estima-se que existam 300 mil pessoas com síndrome de Down, no entanto, ainda não existem dados oficiais que apontem o universo real. “Ter uma triagem desse tipo, vai contribuir para construção de um censo que possa orientar a construção de políticas públicas que assegurem, por exemplo, matrícula na escola regular, condições de acesso à saúde, lazer, esporte, mercado de trabalho, e que diminuam as dificuldades que inevitavelmente vêm com a síndrome", destacou a presidente da Associação de Síndrome de Down do RN, Glauciane Santana.

O projeto, que havia sido barrado pelo Executivo, teve o veto derrubado pelos vereadores no último dia 21 de março, data internacional de conscientização sobre a síndrome de Down. "Essa é uma vitória importante na luta por mais respeito e inclusão, e deve ser comemorada. Mas não para por aí. O próximo passo é buscar a regulamentação, para que seja oferecido um diagnóstico rápido, preciso e humanizado que assista às crianças e suas famílias nesse momento tão delicado e ainda cercado de tabus", concluiu a vereadora Júlia.

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