Vereadora Júlia Arruda

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Júlia constata problemas e tentará audiência com secretário

Vereadores de Natal tentarão uma audiência na próxima semana com o secretário municipal de Saúde, Thiago Trindade. É o que ficou acordado com profissionais da Unidade de Pronto-Atendimento Infantil Sandra Celeste na manhã desta quarta-feira (30) em visita de uma comissão da Câmara Municipal de Natal, quando se constatou problemas no posto e na rede pública da capital como um todo.

Pediatras relataram as dificuldades porque passam diariamente. O problema, contudo, não é a falta de profissionais na escala ou estrutura, e, sim, a demanda. Com o fechamento de várias unidades – destacadamente do Guarapes e Cidade da Esperança – a quantidade de usuários para atendimento no Sandra Celeste vem multiplicando em larga escala.

“O problema é que a rede básica não é prioridade. Estive há algumas semanas na Unidade de Saúde de Mãe Luiza e constatei a existência de apenas dois médicos por plantão para uma população de mais de 25 mil habitantes. Lá, pude conversar com pais e mães, que me informaram que precisavam se deslocar justamente para o Sandra Celeste”, comentou a vereadora Júlia Arruda.

Situação confirmada pelos próprios usuários. A secretária Virgínia Karla Silva, 23 anos, de Nova Cidade, reclamava do fechamento de serviço próximo, onde ela encontrava atendimento antes, sem precisar se deslocar para um local sem a cobertura de serviços básicos. Segundo reclama, o Sandra Celete tem acessibilidade ruim (transporte coletivo) e sequer tem orelhão (telefone público), uma mostra da ausência de planejamento do Município para a instalação no prédio alugado.

“Quando Micarla se candidatou eu estava grávida e um dos motivos de ter votado nela foi que ela disse que ia priorizar a mulher e a criança, inclusive com a abertura do Hospital Leide Morais, mas a gente não está vendo nada disso. Mas não tem nada. Na próxima eleição ela vai ter a resposta”, resmungou Virgínia, ao lado de outras mães que concordavam com a declaração.

A comissão pôde constatar o que os profissionais falavam desde a recepção às enfermarias. A demanda é tão grande que vários pais precisam ficar minutos e até horas com os filhos nos braços. Faltam até cadeiras. O presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Norte, Nivaldo Junior, revolta-se: “A pediatria está sendo tratada como lixo”.

O médico informa que em vários serviços, clínicos médicos estão atendendo crianças, ao invés de pediatras. Nivaldo também denuncia algo que vem amplamente sendo criticado pela entidades representativas dos profissionais de saúde: a priorização à terceirização pela prefeitura de Natal.

CONDIÇÕES DE TRABALHO
O médico informa que fazem cerca de 300 atendimentos/dia e que, apesar de todos os percalços (profissionais, através de iniciativas próprias, chegam, a conseguir medicamentos junto a laboratórios, na deficiência de abastecimento pela prefeitura e vários equipamentos encontram-se quebrados) conseguem atingir 93% de resolutividade, fazendo o menor número de encaminhamentos possível para outros serviços.

Participaram da comissão a vereadora Sargento Regina (PDT), Raniere Barbosa (PRB) e Rejane Ferreira (PMDB).

 

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